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2 de agosto de 2011

Desabafo de um Soteropolitano

Carta escrita em soteropolitanês (baianês de Salavador!)

Aí galera, esse emelho é de Claudinei, mas aqui é Jonilson que tá falando. É porque eu não tenho emelho aí ele me liberô pra escrevê no dele. E eu quero falá é sobre isso mermo: emelho.

A parada é o seguinte. Ôto dia eu tava procurando um serviço no jornal aí eu vi lá uma vaga na loja de computadô, aí eu fui vê lá colé de mermo. Botei uma rôpa sacanage que eu tenho, joguei meu Mizuno e fui lá na porra. Aí eu cheguei lá, fiz a ficha que a mulé me deu e fiquei lá esperando. Nêgo de gravata e as porra! Eu só "nada... tô cumeno nada!". Aí, eu tô lá sentado, pá, aí a mulé me chama pa entrevista lá na sala dela. Mulé boa da porra!. Entrei na sala dela, sentei, pá, aí ela começô: a mulé perguntano coisa como a porra, seu sabia fazê coisa como a porra e eu só..."Sim sinhora, que eu já trabalhei nisso já", jogano 171 da porra na mulé e ela cumeno a porra! Aí ela parô assim, olhô pra ficha e mim perguntô mermo assim: "Você mora aí, é?", aí eu disse "É!". Só que eu nun sô minino, botei o endereço de um camarado meu e o telefone, que eu já tinha dado a idéa já pa ele se ela ligasse pa ele dizê que eu sô irmão dele e que eu tinha saído, pa ela deixá recado, que aí era o tempo dele ligá pro orelhão do bar lá da rua e falá comigo ou deixá o recado que a galera lá dá. Eu nun vô dá meu endereço que eu moro ni uma bocada da porra! Aí a mulé vai pensá o que? Vai pensá que eu sô vagabundo tomém, né pai... Nada! 

Aí, tá, a mulé só perguntano e eu jogando um "H" da porra na mulé, e ela gostano vú... se abrindo toda... mulé boa da porra! Aí ela mim disse mermo assim: "Ói, mim dê seu emelho que aí quando fô pra lhe chamá... - a mulé já ía me chamá já - ... quando fô pra lhe chamá, eu lhe mando um emelho". Aí eu digo "Porra... e agora ?". Aí eu disse a ela mermo assim "Ói, eu vô lhe dá o emelho de um vizinho meu pra sinhora, que ele tem computadô, aí ele mim avisa". Mintira da porra, que o cara mora longe como a porra e o computadô é lá do trabalho dele, aí ele ía tê que mim avisá pelo telefone lá da rua. Aí, depois quando eu disse isso, a mulé empenô. Sem mintira niua, ela mim disse mermo assim: "Aí, não: como é que você qué trabalhá ni loja de computadô e não tem emelho?". Aí ela bateu no meu ombro assim e disse "Ói, hoje em dia, quem num tem emelho, ximba!". Falô mermo assim, véi, a miserave da mulé. Miserave! Mas aí, eu ía fazê o que, véi? 

Aí uns dias depois eu acabei conseguindo um serviço de ajudante de predero: um pau da porra! Eu pego 7 hora da manhã e levo direto, a porra, de 7 a 7, aí meio dia para pra almuçá, comida fêa da porra, e acabô o almoço nun discansa não, volta pro serviço. É pau, vú véi... é pau viola mermo. É por isso que eu digo, é como a mulé disse: "Quem nun tem emelho, ximba!". É isso aí. Os cara que nun recebero esse emelho vai ximbá, na moral, dá um pau da porra, quando chegá fim de mês, recebê uma merreca. Agora pra você que recebeu esse emelho, eu vô lhe dá a idéa: ói, vá lá na loja que ainda tem a vaga! 

Já fui!

Esse emelho é de Claudinei, mas aqui é Jonilso que tá falando. 

Valeu!

Jonilso.

13 de julho de 2011

13 de Julho - Dia Mundial do Rock

A data comemorativa foi criada após o festival Live Aid, que aconteceu dia 13 de julho de 1985. O festival aconteceu simultaneamente em Londres, Inglaterra e na Filadélfia, Estados Unidos. O evento reuniu nomes de peso do rock mundial como Black Sabbath (ainda com Ozzy no vocal), Status Quo, INXS, Loudness, Mick Jagger, David Bowie, Dire Straits, Queen, Judas Priest, Bob Dylan, Duran Duran, Santana, The Who e Phil Collins entre muitos outros. 

O rock nasceu com o intuito de quebrar paradigmas e revolucionar o comportamento da sociedade. E isso realmente aconteceu. Imagine quando Chuck Berry tocou pela primeira vez aquela mistura de Country com Blues. Pense em como era a sociedade antes e depois que Elvis Presley apareceu dançando de forma estranha, cantando e tocando num ritmo acelerado demais para a época. Isso sem falar nos Beatles e em como eles causaram estardalhaço apresentando ao mundo um jeito novo de cantar, tocar, vestir, falar. 

Depois disso vieram os hippies nos anos 60, e todas as loucuras de quem havia recentemente descoberto a pílula anti-concepcional. Os Rolling Stones ainda sonhavam com o sucesso estratosférico que chegava aos poucos. O movimento a guerra no Vietnã nos presenteou com o memorável Woodstock no final da década, ao mesmo tempo que o Pink Floyd fazia um modesto sucesso na Inglaterra.

No comecinho dos anos 70 nasciam Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple . Os Ramones nos apresentaram o punk em 74, e mais uma vez a juventude questionava as estruturas formais da sociedade.

Nos anos 80 veio o pós punk e o maravilhoso Jesus and Mary Chain, U2 e outros tantos. Nos arrepiamos ouvindo Queen. Nirvana trouxe o Grunge de Seattle nos anos 90, depois veio o nu metal e hoje somos cercados de novos e velhos gêneros dentro do rock. 

E o Brasil não ficou à margem de todos esses acontecimentos. Somos o país de ninguém menos que Os Mutantes, Secos e Molhados, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, Rita Lee, Camisa de Vênus, Ultraje a Rigor, Ira, Plebe Rude, Inocentes, Ratos de Porão, Raimundos, Sepultura

E quem nunca gritou palavras de ordem (ou desordem) implícitas na letra da música que mais gosta? Somos brasilienses, o concreto que reveste nossa cidade grita rock, chora rock, vibra rock. Talvez não como em outras épocas, mas somos sim, filhos da revolução. Talvez um pouco mais preguiçosos ou quietos demais, mas somos filhos de todo esse movimento. 

E se você está lendo agora este texto é porque tem o rock no coração. Parabéns meu velho! Viva o Rock’n’roll!!!

(Fonte: www.rockbrasilia.com.br)